heartbeats.

There’s no way for us to know. one year ago, with a little help from destiny, we crossed each other’s way. Between the time i first put my eyes on you, and the kiss at that club we both dislike, it can fit a whole life.

Perhaps you will someday know by heart the time of the month i have my bad days, and will make all efforts you can to not upset me. Perhaps not; we will continue almost killing each other every once in 30 days. Downloading movies, Mcdonalds, skype, books, shoes. Holding hands at the cinema, making the hard work of chosing a movie we both like. Strawberry body cream for me (and you – if you would just let me pass a bit on your hand). A beach house; me and you kissing at the sand, me complaining about how much the sun is strong, you Just loving it. You just left my apartment, and sometimes i can still feel your smell at my room. Empty bottles on the kitchen table, a frozen pizza. A expensive sofa, that we almost cannot afford, sunglasses. Walking in the city, deciding what to buy, having discussions about lunch, going home hungry and shopless. Brazil is better, but Germany hás good cars and beer. Learning other languages, knowing new places. Becoming fond of that restaurant at the corner. So in one morning, you gonna stop reading about sports at the daily newspaper, and gonna see me walking around our living room, brushing my teeth and trying to put shoes on at the same time, and you gonna know, from the big things that come from little details, that we are happy. Maybe gray skies and rainy days are waiting for us. Silence, when it should be words, words when it should be a kiss. Throwing things at each other, yelling, and then we make up – or perhaps not? All we know now is that i want you, and you want me, and we have all the time and space in front of our faces to make of this the best we can. If we are carefull and lucky – especially lucky – it maybe work, who knows? It’s not easy, also not impossible. If this no-toucheable thing, this intense hope, that we call love, really exists, so there’s nothing wrong on us putting ourselves totally into it. Losing this fragil security of our loneliness, and throw our bodies in the air. There’s no way for us to know. Destiny is there, always waiting for us.

hurricane

o que eu costumava saber mudou tanto, nesses testes que a vida nos dá;
fico a um passo da desistencia, e cinco passos do buraco negro cheio de pontos de interrogação.

tô ansiosa pro futuro,
mesmo que isso seja estupido demais.

e buraco negro, seja fofo, por favor.
und wir fahren alle Strassen
diesen langen Wegen nach Haus
und wir kennen die Stellen
an denen Sachen geschachen
und wir kennen die Gerüche
und wir kennen die Gegenstände
und wir Können spüren wie sie die Form verlieren

terminei de traduzir isso agora, roubei de outro blog que sigo fielmente.
esse é só o final, e nele me prendi por uns 20min
me perco nos 'n' do final,
me confundo em artigos
essa lingua ainda nao faz sentido nenhum pra mim.

e em tres semanas é essa lingua que vou ter.
e eu tenho medo.
porque vou pisar naquele avião dando adeus pra lingua que conheço tão bem
onde a conjugaçao de 'mim' nao é um misterio.

nova lingua, novos rostos, nova vida
admiti para tres pessoas que estou com medo,
o que é um numero bem grande,
levando em consideração que amo fingir que sou corajosa,
quando na verdade não estou dormindo no meu quarto
porque dois meses atras tinha um sapo na parede.

tento buscar o tempo todo motivos pra fazer essa viagem
e nao consigo dormir a procura deles,
e acabo os encontrando quando ligo o skype
e vejo um sorriso lindo na tela,
do outro lado do mundo,
e me vem todos os motivos lindos pra eu pegar logo esse avião.

eu me preocupo com frio,
com a impossibilidade de encontrar livros em portugues,
com escorregar na neve e ralar meu joelho.
com familia.
com natal.
com amigos.
ele já me disse, eu me preocupo demais.
minha mae foi mais indelicada, disse que vou ter um tumor cerebral de tanto que me preocupo.

ninguem entende meu drama,
nem eu.
mas gosto de viver nele,
porque ele nao me impede de fazer as coisas,
afinal,
eu to indo.
peguei a ultima coca-cola da geladeira hoje,
e deu saudades.

pra fazer parar o tempo

eu já tento nem pensar que há um pouco mais de um mês atras, eu fazia todo tipo de simpatia para o tempo passar rápido. aqueles dias absurdos de longo, as noites que simplesmente não acabavam.
foi tanto querer, que o tempo acabou voando.

e vai voar por mais essa semana.

e depois parar.

e a dorzinha no coração, já vem dando pontadas.